Arquivo FolhaFollador: dinheiro dos EUAO secretário especial de Assuntos Previdenciários do Paraná, Renato Follador Júnior, deve embarcar para os Estados Unidos nos próximos dias para apresentar na sede do Banco Mundial a proposta de criação do Paranaprevidência, o novo modelo previdenciário criado para o funcionalismo estadual.
O secretário Follador vai reunir-se com dirigentes e técnicos do Banco Mundial para reivindicar a obtenção de recursos para a capitalização do Paranaprevidência, que foi criado pelo governo do Estado no ano passado. O Paranaprevidência necessita, pelos cálculos de especialistas paranaenses, inicialmente de R$ 1,2 bilhão para ser instalado, desenvolvido e para funcionar na sua primeira parte.
A informação foi dada ontem pelo governador Jaime Lerner (PFL), no Aeroporto Bacacheri, na sua chegada a Curitiba, depois de uma viagem de 12 dias aos Estados Unidos - onde ele fez palestra técnica na ONU (Organização das Nações Unidas) e apresentou a proposta de criação do fundo para os técnicos do banco. ‘‘Tenho certeza de que estamos no caminho certo, que o novo fundo de previdência é a solução para uma série de problemas do País e dos Estados’’, disse o governador Lerner.
Lerner afirmou que vai defender esta proposta na reunião dos governadores com o presidente Fernando Henrique Cardoso, marcada para a próxima sexta-feira em Brasília - ele já confirmou presença. O governador paranaense disse que espera que os governadores ‘‘abracem’’ a idéia do novo modelo previdenciário para os servidores públicos estaduais, que considera fundamental para que o País consiga reestabelecer a credibilidade internacional. ‘‘Temos que ter objetividade, trabalhar em torno de propostas específicas. Fui muito questionado no exterior e sei o quanto o posicionamento de Minas Gerais na questão da moratória das contas com a União está trazendo de prejuízo para o Brasil’’, disse.
Lerner criticou a decisão do governador mineiro Itamar Franco de não comparecer à reunião de governadores e presidente no dia 26, e por não querer aderir ao acordo que prevê a redução de 3% no ICMS para a comercialização de automóveis para garantir empregos na indústria automobilística. ‘‘Estar na reunião é um ato de respeito ao País. Acho que posições políticas particulares, pequenas ‘vendettas’, têm que ser resolvidas em um quadro à parte’’, disse.
O governador Lerner disse que pretende apresentar a FHC o mesmo discurso que fez no exterior, de que o governo deve evitar novos cortes em projetos sociais e educacionais. Ele lembrou que o Paraná investiu 48% em educação em 1998, prioridade que deveria ser seguida pelo governo federal. ‘‘Com pequenos recursos podemos tirar todas as crianças da rua e colocá-las na escola. Provei isto em um projeto em que tiramos 70 mil crianças da rua e colocamos na escola, a um custo de R$ 30 por família, que é o custo da cesta básica.’’
Segundo Lerner, para fazer um projeto semelhante e atingir 1 milhão de crianças, o Brasil precisaria aplicar anualmente R$ 360 milhões, a um custo de R$ 360 reais ano/família.

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