Paranaguá diz que saldo dos militares foi positivo
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terça-feira, 30 de março de 2004
Reportagem Local 
''Eu sempre apoiei (militares). Eu sou militar. Eu deixei a Marinha porque o Getúlio (Vargas) deu um tiro no peito e foi ele que assinou a minha carta patente. Vi que o 'mar não estava para peixe'. No governo militar houve confronto, luta armada na região do Tocantins, Araguaia, mas o saldo positivo dos militares é muito grande'', defendeu o ex-prefeito de Londrina, Dalton Paranaguá.
Apesar de ter sido eleito prefeito pelo MDB, que abrigou o PTB e o PSD, siglas de centro-esquerda, Paranaguá demonstrou ao longo do seu mandato de 1969 a 1973 uma sintonia com o regime militar. ''Três presidentes no século passado, mantiveram o desenvolvimento sustentável: Getúlio Vargas, com a Petrobrás, leis trabalhistas, etc.; Juscelino Kubstichek, com 50 anos em 5, e o governo militar, com Itaipu, ponte Rio-Niterói, aeroportos, comunicações'', salientou. ''Esse período do governo militar foi sempre muito contestado mas eu seria muito injusto se fizesse uma crítica quando por duas vezes fui condecorado pelo regime.''
Paranaguá ainda relembrou o dia que antecedeu à cassação do mandato do então governador do Paraná, Haroldo Leon Peres, em julho de 1972. ''É a primeira vez que conto esta história para a imprensa. Fui convidado para participar das comemorações em Uruguaiana. O general Bueno Fortes, comandante do 3º Exército do Rio Grande do Sul, estava representando o presidente Emílio Médici e chamou para o palanque os governadores do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e se dirigiu a mim perguntando onde estava o governador do Paraná. Disse que ele não estava. Então, ele disse que governador não havia cumprido o seu papel e me chamou para representar o Estado. Foram condecorados cinco oficiais e um civil, que era eu. No dia seguinte a Folha trouxe na primeira página a cassação do Leon Peres e nas páginas internas, a minha condecoração.'' (C.O.)


