Paranaenses mantêm voto
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quarta-feira, 16 de maio de 2001
Valmir Denardin 
Os três senadores paranaenses Roberto Requião (PMDB) e os irmãos Alvaro e Osmar Dias (ambos do PSDB) decidiram assinar requerimento pela instalação da CPI da Corrupção no Senado. Mas dois deles já admitem que essa nova investigação tem chances remotas de ser aprovada.
Na semana passada, o governo federal conseguiu abortar a instalação de uma CPI mista no Congresso, envolvendo Senado e Câmara. Vinte deputados recuaram e a oposição acabou não conseguindo as 171 assinaturas necessárias na Casa. A desistência coincidiu com um recorde de liberação de verbas do Orçamento da União para emendas de parlamentares, que passaram de R$ 80 milhões apenas em maio. Dias depois, o presidente Fernando Henrique rebateu as acusações.
Requião, Osmar e Alvaro já haviam assinado o requerimento da CPI mista. Anteontem à noite, se mantiveram na posição para defender a investigação no Senado. Requião encabeçou a lista. O peemedebista e Alvaro admitem que dificilmente serão alcançadas as 27 assinaturas necessárias. O Senado é composto por 81 parlamentares.
No entanto, mesmo lideranças da oposição, como José Eduardo Dutra (PT-SE) e Pedro Simon (PMDB-RS), já não acreditam na instalação da CPI. Em um acordão com o governo, os três senadores ligados a Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) teriam recuado, em troca de um suposto abrandamento da pena do baiano no episódio da violação do painel de votações do Senado. O presidente da Casa, Jader Barbalho (PMDB-PA), também não assinará o requerimento.
Osmar acredita que justamente a questão do painel poderá favorecer a CPI. Ontem, o relator do Conselho de Ética do Senado, Saturnino Braga (PSB-RJ), recomendou a cassação dos mandatos de ACM e de José Roberto Arruda (leia na página ao lado). Tudo depende dessa questão.
Mas Alvaro e Requião consideram a investigação da corrupção praticamente sepultada. Se não assinasse, poderia ser um sinal de fraqueza, justificou Alvaro, que enfrenta ameaça de intervenção no diretório paranaense do PSDB por ter contrariado uma posição do partido. Alvaro presidente do diretório estadual e Osmar disseram não acreditar em punição, porque não teriam infringido o estatuto da legenda. Investigar a corrupção é uma das bandeiras do PSDB, disse Osmar.


