O superintendente da FOLHA, José Eduardo de Andrade Vieira, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio durante o governo Itamar Franco, lamentou a morte do político, com quem manteve uma relação de amizade depois do término do governo. ‘‘Foi um político muito sério, bem intencionado, austero e que fundamentou as bases da nossa economia para o Brasil se tornar o País que é hoje’’, salientou.
  Andrade Vieira, que atuou à frente do ministério de outubro de 1992 a dezembro de 1993, lembrou que Itamar assumiu o País depois da cassação do ex-presidente Fernando Collor de Mello. ‘‘O País estava sucateado e o Itamar recuperou a economia’’, disse. ‘‘Foi um grande político, um bom exemplo para os demais’’, afirmou.
  O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), afirmou ontem que, com a morte do ex-presidente da República e senador Itamar Franco, o Brasil perde ‘‘um homem com uma notável capacidade de se indignar com os desvios éticos’’. ‘‘Era linha dura na defesa dos interesses públicos’’, destacou ele. Para o tucano, Itamar Franco fica na história brasileira porque ‘‘assumiu e venceu o grande desafio de liderar a transição de poder num momento crítico para o País, com o impeachment de Fernando Collor de Mello’’. ‘‘Passou com louvor naquela prova e deixou um legado de capacidade de conduzir o País a um porto seguro’’, afirmou Beto.
  O secretário estadual da Fazenda, o deputado federal licenciado Luiz Carlos Hauly (PSDB), também lamentou ontem a morte do senador. Hauly lembrou que Itamar Franco se tornou presidente do País quando ele estava no seu primeiro mandato como deputado federal. ‘‘Era comum ver o presidente Itamar, sobretudo nos finais de semana, andando como um homem comum. Por isso ele entendia bem a luta do brasileiro’’, disse Hauly. (Catarina Scortecci/Equipe da Folha)

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