Paranaenses aprovam manifestação
Paranaenses aprovam manifestação
Patrícia Zanin
As lideranças paranaenses que participaram da Marcha a Brasília avaliam o movimento como positivo, embora garantam que ainda há um longo caminho a percorrer até a obtenção dos resultados. Acima de tudo, conseguimos unir as entidades municipalistas num movimento coeso. Antes ele estava disperso, afirma o presidente da Associação dos Municípios do Paraná e prefeito de Cambé, José do Carmo Garcia (PTB).
Para o presidente da Federação das Associações dos Municípios do Paraná e prefeito de Arapongas, José Bisca (PFL), a marcha serviu para mostrar a força, o poder dos prefeitos. E estamos de prontidão para uma nova convocação a Brasília da comissão organizadora, avisa.
Ele e José do Carmo afirmam que a comitiva de prefeitos paranaenses - 270 de um total de 399 - foi uma das maiores da marcha. Segundo eles, o movimento teve ainda boa participação de lideranças de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Mas os organizadores sentiram falta dos prefeitos baianos. Nos bastidores da marcha, circulou a informação de que o presidente da República em exercício, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), vetou a participação deles no protesto. Bisca diz que a Bahia foi o único Estado que não mandou representante ao movimento.
Segundo Bisca, os prefeitos também estranharam a grande concentração de policiais em frente ao Palácio do Planalto que proibiram a entrada dos prefeitos que não compunham a comitiva recebida em audiência por ACM. Segundo Bisca, mais de 300 policiais, entre eles integrantes da tropa de choque e da cavalaria, além de policiais usando cães, barraram o acesso à rampa. Os prefeitos não mereciam ser recebidos pela tropa de choque. Era uma marcha ordeira e pacífica, desabafou Bisca.
A marcha, que terminaria hoje, acabou encerrando ontem. Nesta quarta-feira, a CUT promove um grande protesto contra o desemprego em Brasília. Bisca diz que os prefeitos chegaram ao consenso de que conseguiram fazer as reivindicações. Mostramos que temos força, reforça José do Carmo. O líder diz que os prefeitos aprovaram a realização de um fórum permanente para lutar por melhorias nas relações União-municípios. Estamos de prontidão, garante.





