Paranaenses antecipam disputa pela coordenação
PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de novembro de 1997
Leandro Donatti Curitiba 
A disputa pela coordenação da bancada federal do Paraná já começou. Paulo Cordeiro (PFL) quer antecipar o processo eleitoral, marcado para janeiro do ano que vem. Desde a semana passada, o pefelista colhe assinaturas de apoio para a sucessão de José Borba (PTB), que tenta a reeleição. Cordeiro contabiliza 18 votos a seu favor. Roque Zimmermann (PT), Paulo Bernardo (PT), Luiz Carlos Hauly (PSDB) e Nedson Micheleti (PT), deputados do bloco de oposição ao governador Jaime Lerner (PFL), já teriam emprestado apoio ao parlamentar.
A pressa de Cordeiro desencadeou uma briga interna entre os aliados que dão sustentação ao governo estadual em Brasília. Luciano Pizzatto (PFL), seu adversário, avisa que não aceitará a indicação de Cordeiro e que, se for preciso, trabalhará pela reeleição de José Borba.
Pizzatto foi um dos principais opositores à filiação de Paulo Cordeiro no PFL. Para não elegê-lo, se for necessário, serei candidato, afirma. Werner Wanderer (PFL) é a outra carta que os adversários de Cordeiro guardam na manga.
Basílio Villani (PSDB) também estaria de olho na função que já foi sua. Nos bastidores, trabalha contra a recondução de Borba. Ele teria confessado para um grupo de parlamentares que não tem nada contra o atual coordenador, e que o seu desconforto é mesmo com a possibilidade da reeleição.
Villani tem ressentimentos porque o direito lhe foi negado em 96. Outra resistência tucana que pode aflorar a briga interna pela coordenação da bancada vem de Max Rosenmann. O deputado já teria se manifestado contra a candidatura de Cordeiro.
O deputado Paulo Cordeiro disse que só oficializará a sua disposição em concorrer, como coordenador da bancada, se o seu nome for de consenso. Não quero comprar brigas, afirma. Para o parlamentar, há necessidade de renovação do comando. Seria consenso, segundo o deputado, a contrariedade da bancada pefelista à forma de condução do processo político por José Borba. O Palácio Iguaçu ainda não manifestou oficialmente a sua preferência. A sucessão de José Borba continua sendo uma briga interna.


