Curitiba - O secretário estadual de Controle Interno, Mauro Munhoz, entregou, ontem, ao Ministério Público (MP) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) a primeira parte dos documentos sobre irregularidades em obras executadas pelo Paranacidade durante o governo anterior. Foram entregues cinco pastas com cerca de 2 mil páginas de papéis sobre execuções de obras nas secretarias estaduais de Saúde, Educação e Criança e Juventude.
O relatório é parte do diagnóstico da situação estrutural e administrativa do Estado até o dia 31 de dezembro do ano passado, apresentado na semana passada pela equipe do governador Beto Richa (PSDB). Segundo Munhoz, existiriam comprovantes de que a administração anterior, de Roberto Requião e Orlando Pessuti (ambos do PMDB), infringiu as leis de licitações federal e estadual, a Lei Eleitoral e a Lei de Responsabilidade Fiscal.
No dia da apresentação do diagnóstico, o governo anunciou o cancelamento de quase R$ 70 milhões em contratos do Programa de Recuperação Asfáltica de Pavimentação (Recap) porque haveria irregularidades em convênios firmados com 323 prefeituras paranaenses. O programa era gerenciado pelo Paranacidades.
O procurador-geral do Estado, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, recebeu os documentos e disse que eles serão examinados e encaminhados à promotoria de Justiça competente. Na próxima semana o governo promete encaminhada ao MP e ao TCE a outra parte do diagnóstico do Paranacidade. Os documentos incluem os contratos do Recap, que teriam sido firmados irregularmente durante o período eleitoral.

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