Paraná votou dividido
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quinta-feira, 11 de maio de 2000
Edinelson Alves De Brasília Especial para a Folha 
A maioria dos deputados do Paraná votou a favor do mínimo de R$ 151. Dos 30 deputados, 19 apoiaram o projeto original do governo e dez votaram contra. O deputado Hermes Frangão Parcianello (PMDB) não participou da votação ele está em viagem ao exterior. Os três senadores Roberto Requião (PMDB), Alvaro Dias (PSDB) e Osmar Dias (PSDB) votaram contra o mínimo de R$ 151.
A maior debandada entre os partidos que apóiam a base de sustentação do presidente Fernando Henrique Cardoso ocorreu justamente entre os tucanos. Além do deputado Luiz Carlos Hauly, que anteontem havia entregue o cargo de vice-líder do governo na Câmara, outros deputados do PSDB votaram contra o governo: Flávio Arns, Max Rosenmann e Renato Silva. Todos têm chances de concorrer à prefeitura nas eleições de outubro e votar contra o mínimo seria interpretado como suicídio eleitoral.
Uma das surpresas foi o voto do deputado Affonso Camargo, membro da executiva nacional do PFL. Na véspera da votação, ele havia declarado à Folha que não apoiava os R$ 151,00 proposto pelo governo e que iria ouvir o partido. Apesar do PFL ter votado a favor do valor proposto pelo governo, Camargo foi contra.
O único paranaense a falar durante a longa sessão que votou a MP do mínimo, que durou mais de seis horas, foi o deputado Ricardo Barros (PPB). Ele repetiu o discurso de outros governistas que alegaram que o valor do salário era importante para garantir a estabilidade econômica do País.


