Curitiba - Os servidores públicos do Paraná, cujo salário-base é inferior ao salário mínimo vigente no País, de R$ 240,00, serão contemplados com um reajuste maior. A orientação é do governador Roberto Requião (PMDB) que manifestou interesse em priorizar a elevação do piso mínimo para as categorias do quadro geral que sempre foram prejudicadas em negociações salariais por falta de mobilização. Especula-se que esse mínimo seja fixado num valor acima de R$ 400,00, incluindo os benefícios de gratificação por assiduidade e auxílio-alimentação.
O secretário de Estado da Administração, Reinhold Stephanes, disse que esse estudo será apresentado em no máximo 30 dias ao governador e deverá beneficiar 23 mil servidores incluídos na categoria de agentes de apoio e de execução. Além da elevação do salário mínimo estadual, a Secretaria da Administração estuda ainda a reestruturação dessa categoria com o estabelecimento de um novo plano de cargos e salários, que vai implicar em elevação de salários de pessoal que não foi beneficiado com reajustes nos últimos oito anos.
Segundo Stephanes, essa adequação terá um impacto adicional de cerca de R$ 9 milhões por mês, na folha de pagamento. Esse impacto não leva em consideração o reajuste e o plano de cargos e salários que o governo está negociando com os professores.
Os sindicalistas que representam o funcionalismo aplaudem a idéia de elevar o salário mínimo no Estado, mas lembram que querem participar das negociações com o governo. A coordenadora do Sindisaúde, Mari Elaine Rodella, disse que a elevação do salário-mínimo no Estado é emergencial, porque quase 12 mil servidores ganham abaixo do mínimo. Tem funcionários cujo salário-base é de R$ 228,41, disse. ''Mas o governo precisa dar reajuste também'', salientou. O governo não pode esquecer que tem outros milhares de funcionários, cujos salários estão estagnados há oito anos em torno de R$ 400,00 e que também precisam de reajuste emergencial, disse a sindicalista.
Para o representante do Sindiseab, Roberto de Andrade Silva, sempre foram estabelecidas políticas salariais esparsas e setorias com base no poder de pressão das categorias. Por isso ele defende que o governo chame os sindicatos para estudar uma política de isonomia.

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