Paraná terá mais urnas eletrônicas
Paraná terá mais urnas eletrônicas
O Paraná vai precisar de mais 14.598 urnas eletrônicas para garantir a informatização do voto em todo o Estado. A informação é do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Em março, a Justiça Eleitoral libera o primeiro lote de máquinas, cuja totalidade será repassada até o final do mês de agosto. Ao todo, o Paraná contará com aproximadamente 25 mil urnas. As 7.809 urnas usadas nas eleições de 1998 nos 21 municípios onde o voto foi informatizado serão adaptadas ao sistema que vai vigorar nas disputas municipais de outubro.
Para familiarizar o eleitor paranaense de pequenos municípios com a nova forma de votar, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná distribuiu há um mês urnas eletrônicas para os municípios que votaram manualmente no ano retrasado 378 cidades. As máquinas estão depositadas nos fóruns, aos cuidados dos juízes de cada comarca. O presidente do TRE, desembargador Altair Patitucci, volta do recesso forense nesta semana para ultimar os detalhes da votação eletrônica. A idéia é popularizar ao máximo o ritual do processo eletrônico, para não haver confusões de última hora.
O voto informatizado foi introduzido em 1996, na eleição para prefeitos e vereadores. Na ocasião, apenas Curitiba e Londrina tiveram seus sistemas de votação inovados, por possuírem mais de 200 mil eleitores. Em 1998, o limite mínimo para o voto eletrônico ficou em 40.500 eleitores. Agora, não há mais nenhuma restrição. Segundo o TSE, todas as cidades brasileiras terão direito ao voto por computador. A União vai liberar R$ 196,2 milhões para garantir a informatização 100%. A empresa paulista Procomp venceu a licitação feita pela Justiça Eleitoral e cuida da produção das máquinas.
Para a informatização de todo o território brasileiro serão necessárias 186 mil novas máquinas, de acordo com o levantamento do TSE, repassado ontem à Folha. Outras 168 mil máquinas passarão pelo processo de adaptação de programa, segundo o levantamento. Em 1998, a informatização cobriu 43,13% do eleitorado paranaense, fechado à época em cerca de 6 milhões.
O voto eletrônico, argumenta a Justiça Eleitoral, agiliza o processo de votação, conferindo-lhe controle mais efetivo contra fraudes. Há, entretanto, opiniões em contrário. Tramita no Congresso projeto do senador Roberto Requião (PMDB) propondo a introdução de mecanismos que garantam maior confiabilidade, dentre os quais, a emissão pela própria máquina de um extrato de votação na hora.(L.D.)





