Curitiba - O Paraná ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar limpar de vez o nome do Estado junto ao Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin). A inclusão do Paraná no Cadin, um cadastro que lista os estados que têm dívidas junto à União, impossibilitaria o repasse de verbas do Fundo de Participação dos Estados. A suspensão do repasse causaria um prejuízo de cerca de R$ 45 milhões mensais ao governo estadual.
A Procuradoria Geral do Estado (PGE) ingressou com a ação no STF devido a uma cobrança de cerca de US$ 380 mil feita pelo governo federal em virtude de um empréstimo feito ao Paraná em no início da década de 90. Como o governo estadual recusou-se a pagar a quantia alegando que a dívida já estava quitada, o Paraná foi incluso no Cadin no dia 10 de julho deste ano, mas uma liminar obtida dois dias depois retirou o Estado da lista dos inadimplentes.
Segundo o procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, a União utiliza documentos de 1993 para comprovar a dívida, o que seria um equívoco. Não há data prevista para o julgamento da ação no STF.

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