Paraná reduz base de cálculo do ICMS do diesel por 90 dias
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domingo, 27 de maio de 2018
Simoni Saris<br>Reportagem Local 

Neste domingo (27), a governadora do Paraná, Cida Borghetti, reuniu-se no Palácio Iguaçu com representantes do movimento dos caminhoneiros e com empresários do setor de transporte de cargas para tentar encontrar uma solução que possa por fim à greve da categoria que completou sete dias.
A reunião começou por volta das 17 horas e terminou depois das 20 horas com o anúncio de algumas medidas que, a governadora espera, poderão contribuir para pôr fim à paralisação. A principal delas, segundo informou a assessoria de Borghetti, é a redução de 0,25% na base de cálculo do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do óleo diesel que iria refletir em uma queda de aproximadamente R$ 0,04 por litro do combustível nas bombas. A governadora ponderou que o ICMS do diesel no Paraná é de 12%, "o menor do País". A redução passaria a valer a partir de 1º de junho, por 90 dias.
Cida Borghetti também propôs a abertura de duas linhas de crédito para os caminhoneiros. Uma no BRDE (Banco Regional do Desenvolvimento Econômico), para renovação da frota, e outra pelo programa Fomento Paraná, para compra de insumos. O prazo de pagamento é de 60 meses e o limite é de R$ 50 mil por contrato para financiamento de insumos.
"Esta é mais uma contribuição importante do Paraná para tentar solucionar o impasse e permitir a normalidade nas nossas estradas", declarou a governadora. "Queremos minimizar os impactos da paralisação que afetam as famílias. Estamos todos do mesmo lado, mas não podemos cometer nenhuma irresponsabilidade."
"Se não sair os 25% de redução no preço do diesel e a suspensão da cobrança do pedágio por eixo suspenso, a gente não vai voltar a trabalhar. Não adianta a Cida fazer reunião", afirmou o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Londrina, Carlos Roberto Dellarosa. "Essa redução que ela ofereceu não deu nem 1%", calculou.
Ao ser informado do resultado da reunião no Palácio Iguaçu, o sindicalista disse que a abertura de linhas de crédito não fará a categoria "levantar o movimento no Paraná". "No Estado o maior problema nosso é o eixo suspenso. Não vamos abrir mão dessa reivindicação", reforçou.
A assessoria da governadora, no entanto, disse que ainda não há uma definição sobre o pedágio e que o fim da cobrança por eixo elevado está em análise e aguardando a sinalização do governo federal.
"Não queremos renovação da frota. Custa quase R$ 400 mil um caminhão, como vamos renovar a frota", criticou Dellarosa. "Se não chegar nas nossas reivindicações, tanto o governo federal quanto o estadual, os caminhoneiros vão manter a paralisação", garantiu ele.
CARGAS PRIORITÁRIAS
No encontro também foi negociada a ampliação das cargas prioritárias para serem transportadas nas estradas com selo da Defesa Civil. Passam a incluir a lista os carregamentos de combustível para abastecer caminhões de lixo e lixo hospitalar, alimentos para hospitais, gás de cozinha, gás para hospital e medicamentos de uso contínuo.
Após a reunião, representantes do governo, comandados pelo chefe da Casa Militar e Defesa Civil, coronel Maurício Tortato, e dos caminhoneiros continuaram conversando.


