Curitiba - O governador eleito pelo PMDB, Roberto Requião, vai herdar do governador Jaime Lerner (PFL) uma sistema previdenciário que ainda não terminou de ser capitalizado. A Paraná Previdência, o fundo de pensão e aposentadoria dos servidores, será nesta semana um dos principais temas avaliados pela equipe de transição. Dados oficiais, fornecidos ontem pelo Palácio Iguaçu, apontam que o fundo tem patrimônio de R$ 3 bilhões. Para ser auto-sustentável, precisaria de aproximadamente R$ 5,6 bilhões.
O chefe da equipe montada pelo PMDB, o vice-governador eleito Orlando Pessuti, disse que o grupo vai analisar com cuidado os números que serão fornecidos pela equipe do atual governo. ''O fundo não foi totalmente capitalizado. Precisamos estudar os números'', afirmou. A assessoria de Lerner declarou ontem que, ''se o governador eleito tivesse mantido o fundo em 1992, ele seria praticamente auto-sustentável hoje, teria cerca de R$ 5,5 bilhões''.
Ainda em relação à previdência, Pessuti quer analisar mensagens encaminhadas por Lerner à Assembléia. ''O governador mandou mensagens para cessão de imóveis a algumas entidades. Queremos ver isso com atenção porque antes ele vetava esses projetos, para que os imóveis virassem ativos da Paraná Previdência'', contou Pessuti. O fundo já recebeu dinheiro da antecipação dos royalties da Usina de Itaipu, graças a acerto entre os governos estadual e federal.
As lideranças do PMDB e dos partidos aliados que compõem a equipe PT, PPS e PL têm reunião marcada para o final da tarde de hoje, em Curitiba. ''Vamos delegar tarefas'', explicou Pessuti. A reunião interna é uma preparação para a reunião da equipe mista de transição, que contará com a presença do secretarido de Lerner. Os dois grupos se reúnem amanhã, a partir das 9 horas, na Secretaria da Fazenda. O governador eleito não está participando pessoalmente dessas reuniões de transição, assim como Lerner. Requião está no Nordeste. Entre os dias 6 e 8, vai participar de reunião do Parlamento Andino, em Bogotá, na Colômbia, como presidente da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul.

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