Lideranças empresariais do Paraná iniciam no próximo mês um ‘‘esforço concentrado’’ em Brasília para tentar acelerar a votação da reforma política. O movimento, liderado pela Associação Comercial do Paraná (ACP), tem por objetivo conseguir aprovar ainda este ano as mudanças básicas na legislação eleitoral e partidária.
Desde novembro passado, quando a ACP lançou oficialmente um documento contendo quatro propostas básicas para reforma política, o presidente da entidade, Jonel Chede, mantém contatos com o gabinete do senador Sérgio Machado (PSDB-CE), o relator da matéria. ‘‘A receptividade do relator às propostas da ACP foi muito boa e vamos pedir a sua ajuda nesse trabalho’’, afirmou.
DivulgaçãoEstratégiaDomakoski: ‘‘Faremos tudo pelas nossas propostas’’A estratégia da ACP deve ser iniciada após o período de Carnaval, com a ida de uma comitiva de empresários à Brasília para cobrar da Comissão de Constituição e Justiça do Senado a retomada das discussões sobre a reforma. No final de janeiro, após uma manobra do senador Roberto Freire (PPS-PE), a CCJ arquivou o projeto sem emitir parecer.
‘‘O arquivamento da proposta foi uma decepção para os cidadãos que querem aprimorar o sistema político-eleitoral no País. Durante a reunião da CCJ, os senadores assumiram compromisso de retomar a discussão da matéria logo no início do período ordinário. Por isso, estaremos em Brasília para cobrar o cumprimento desse compromisso’’, assinalou o coordenador do Conselho Político da ACP, Marcos Domakoski.
A ACP sabe que a retomada da discussão pode se transformar em um processo lento e difícil. ‘‘Serão necessários novamente dois terços das assinaturas dos parlamentares para a reapresentação dos projetos de emenda constitucional que fazem parte da reforma. Além disso, o Congresso tem outras reformas para analisar. Como a reforma política mexe com os interesses de nossos representantes no Congresso, o grau de interesse e empenho dos parlamentares é sempre menor’’, avalia Chede.
A ACP também quer envolver de forma mais efetiva a bancada federal do Paraná. Por isso, a estratégia da entidade inclui reuniões periódicas com os 30 deputados federais e os três senadores paranaenses para avaliação permanente da matéria. ‘‘Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para que a reforma política não fique mais quatro anos tramitando no Congresso sem aprovação. Não queremos reprise desse filme’’, afirmou Domakoski.
‘‘Essa ação mais efetiva no Congresso quer evitar que o projeto de reforma política continue sendo relegado a um segundo plano. Há mais de seis anos, a Associação Comercial do Paraná tem consciência de que é de origem política a maioria dos problemas econômicos e sociais que o Brasil tem enfrentado nas últimas décadas’’, afirmou o coordenador do Conselho Político.

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