Os órgãos públicos do Paraná não contam com um sistema próprio de controle do fluxo de veículos na estradas do Estado. Os números gerenciados pelo setor são colhidos pelas concessionárias de pedágio. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou, através da assessoria de imprensa, que técnicos do órgão fazem quinzenalmente verificações de fluxo nas praças de pedágio. Esse estudo é acompanhado também por técnicos do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). Os números repassados pelas empresas que controlam os pedágios normalmente conferem com os índices levantados pelo DER.
O chefe de operações da Polícia Rodoviária Estadual no Paraná, tenente Sheldon Vortolin, disse que não é possível afirmar que a crise aérea provoque aumento de fluxo nas estradas. Segundo ele, as principais causas de crescimento do número de veículos são sazonais, como férias e feriados prolongados.
Mas, na opinião do diretor da Federação das Empresas de Transporte Rodoviário no Paraná e Santa Catarina (Fepasc), Tadeu Castelo Branco e Silva, as concessionárias devem ficar atentas em função da crise aérea. ''A tendência é que as pessoas voltem a andar de ônibus leito, que é o concorrente do avião nos trajetos acima de 400 quilômetros'', afirmou.
O secretário estadual de Transportes, Rogério Tizzot, afirma que o governo tem levado em conta o aumento do fluxo na hora de planejar os investimentos. É o caso, segundo ele, da duplicação entre Maringá e Paiçandu, trecho que enfrenta problemas de tráfego. Tizzot afirma que a previsão é concluir as obras no local em agosto. (Colaborou Catarina Scortecci/Equipe da Folha)

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