Curitiba O primeiro turno das eleições deste ano para o governo do Paraná foi o que apresentou o maior número de partidos efetivos na disputa, considerando os pleitos realizados de 1947 para cá. Isso significa dizer que nestas eleições um número maior de partidos despertou o interesse do eleitor. Enquanto a média de partidos que recebeu votos no Estado nas últimas 11 eleições não passou de 2,2, no dia 6 de outubro o índice pulou para 4,3 partidos.
Para o doutorando em Ciências Políticas, Emerson Cervi, essa nova realidade representa que o Estado não possui mais grandes caciques definindo o futuro dos paranaenses. ''Na década de 90 vimos o eleitorado paranaense se dividir entre o PMDB e a liderança exercida por Jaime Lerner, que mudou do PDT para o PFL. Nas últimas eleições isso não aconteceu. Sem nenhum liderança expressiva no Estado, os votos foram fracionados.''
O fracionamento do voto, para os analistas políticos, aconteceu em função do grande número de candidatos que colocaram seus nomes à avaliação do eleitorado. ''Como existiam 12 candidatos, o eleitor conseguiu encontrar referenciais para se identificar'', analisa Bruno Lopes.
Esse também foi o motivo considerado por ele para explicar o pequeno número de votos brancos e nulos. Já no segundo turno, como a eleição é polarizada, os especialistas acreditam que as abstenções, brancos e nulos acontecerão em maior número.

mockup