Paraná fecha o ano com o caixa em dia
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2003
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba Se não conseguiu gerar superávit em 2003, o Paraná pelo menos não vai fechar o ano no vermelho. A afirmação é do secretário de Estado da Fazenda, Heron Arzua, que garantiu, em entrevista à Folha, que o Estado gastou estritamente o que arrecadou durante este ano. Uma melhora na situação financeira do Estado, na avaliação de Arzua, só virá EM 2004, caso haja um crescimento econômico do País.
A situação estável nas contas de 2003 não significa que o Paraná não esteja ''quebrado'', como ressaltava o governador Roberto Requião (PMDB) durante a campanha eleitoral em 2002. De acordo com Arzua, o Paraná acumula uma dívida de R$ 8 bilhões em precatórios (créditos garantidos por decisão judicial) e R$ 12 bilhões em outras dívidas. ''É uma dívida que não tem como pagar nem nos próximos 50 anos. Mas fazendo um balanço deste ano e comparando com a situação do Brasil, podemos dizer que o Paraná foi bem, especialmente devido a uma safra agrícola extremamente produtiva, que gerou atividade econômica também em outras áreas de negócios no interior do Estado'', comentou.
De acordo com Arzua, a Secretaria da Fazenda irá voltar os esforços para continuar estimulando a economia do interior. O secretário descarta novos incentivos e isenções fiscais para a Região Metropolitana de Curitiba, área que atraiu grandes montadoras durante a gestão do governador Jaime Lerner (PSB). ''A prioridade do governo Requião, e será assim até o fim do mandato, é a industrialização do interior, especialmente nas regiões mais pobres do Estado. Curitiba e a Região Metropolitana não vão ganhar mais um tostão'', avisou Arzua.
Para assegurar o desenvolvimento da economia no interior, o governo estadual pretende ampliar programas como o de isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para as pequenas empresas. ''É uma renúncia de receita mínima por parte do governo, que não chega a 1% da arrecadação anual, e dá a essas empresas uma chance de não quebrarem em um quadro ruim da economia nacional. Queremos tirar o peso do Estado sobre essas empresas em 2004. Não só a pressão dos impostos, mas também a da fiscalização'', afirmou Arzua.


