Curitiba - O governo do Paraná está confiante no recebimento de aproximadamente R$ 200 milhões do governo federal para a Companhia Paranaense de Energia (Copel), em forma de financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A secretária Eleonora Fruet, do Planejamento e Coordenação Geral, espera uma resposta positiva no próximo dia 29, quando terá uma reunião com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Também vai participar da reunião o secretário de Estado da Fazenda, Heron Arzua.
O Ministério das Minas e Energia sinalizou recentemente que seriam liberados, através do BNDES, financiamentos para estatais de energia como forma de compensar perdas de receita. As perdas têm origem na não incorporação de custos não gerenciáveis às tarifas. Os chamados custos não gerenciáveis são aqueles sobre os quais a empresa não tem controle (como a variação do dólar, por exemplo). As negociações com o governo federal para a liberação de financiamento para a Copel foram iniciadas pelo próprio governador Roberto Requião (PMDB). Agora o Palácio Iguaçu aguarda uma posição.
Na última quarta-feira, Requião entregou uma lista com diversas reivindicações a Palocci, que no dia 29 deve dizer aos secretários Eleonora Fruet e Heron Arzua o que pode ser contemplado. O governo do Paraná pede, além do financiamento para Copel, a mudança do indexador contratual da dívida o IGP para outro menos sujeito à variação cambial, o ressarcimenro por obras que eram de responsabilidade da União, como a duplicação da BR-376 (Curitiba-Garuva, SC) e a Ferroeste.
Por enquanto, os técnicos do governo estão ocupados com a argumentação que será levada ao gabinete de Palocci. Os técnicos estão fazendo também uma análise detalhada de quanto o Paraná pode ganhar, financeiramente, se a União acatar os pedidos. ''Estamos nos armando tecnicamente para essa reunião'', comentou Eleonora, em entrevista à Folha, por telefone.

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