Paraná emplaca o 10º ministro em 30 anos
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terça-feira, 22 de março de 2005
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Paulo Bernardo é o 10º político com raízes no Paraná a assumir um ministério nos últimos 30 anos. Apesar de ter nascido em São Paulo, o deputado federal está radicado no Paraná desde 1982, por onde se elegeu deputado federal por três vezes, além de ter sido secretário da Fazenda de Londrina.
O primeiro político paranaense a ser nomeado ministro foi o ex-governador Ney Braga, que tocou a pasta da Educação entre 1974 e 1978 durante o governo do general Ernesto Geisel. O parnanguara Wálter de Carvalho e Albuquerque também ocupou uma posição de importância durante a ditadura militar, sendo ministro do Exército entre 1979 e 1985, no governo de João Figueiredo.
O Paraná conseguiu mais espaço no primeiro escalão federal durante o governo de José Sarney. Três paranaenses foram escolhidos para ministérios: Affonso Camargo (Transportes - 1985-1986), Deni Schwartz (Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente - 1987-1989) e Borges da Silveira (Saúde - 1987-1989).
No governo Collor, outros três políticos paranaenses ocuparam ministérios: Affonso Camargo, que novamente assumiu a pasta de Transportes no ano de 1992, e José Eduardo de Andrade Vieira, que tocou a pasta da Indústria e Comércio entre 1992 e 1993. O gaúcho Alceni Guerra, que construiu sua carreira política no Paraná, também foi ministro da Saúde entre 1990 e 1992.
Reinhold Stephanes, que nasceu em Porto União (SC), foi ministro no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso: assumiu a pasta da Previdência Social entre 1995 e 1998. José Eduardo de Andrade Vieira foi nomeado ministro pela segunda vez, mas dessa vez para a pasta da Agricultura (1995-1996).
No segundo mandato de FHC, apenas um paranaense foi nomeado ministro, com uma trajetória rápida: Rafael Greca permaneceu no ministério de Esportes e Turismo entre 1999 e 2000, quando coordenou a polêmica comemoração dos 500 anos do Brasil.


