Paraná deve receber R$ 1,2 bi do PAC
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segunda-feira, 16 de julho de 2007
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB) e o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB) - que estão com as relações estremecidas desde que Beto apoiou Osmar Dias (PDT), no segundo turno -, estiveram ontem em Brasília para discutir obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Estado e na capital. As reuniões para tratar dos assuntos da cidade e do Estado foram separadas, e os dois não precisaram se encontrar. No próximo dia 20, o presidente Lula (PT) vem ao Paraná para liberar o dinheiro do PAC.
A assessoria do presidente no Planalto informou que Lula virá a Curitiba, pela manhã, e depois segue para o Rio de Janeiro.
Segundo o Palácio das Araucárias, Requião e o ministro Paulo Bernardo (Planejamento, Orçamento e Gestão) definiram investimentos de R$ 800 milhões para projetos de saneamento e outro de R$ 400 milhões para obras de habitação em recursos do PAC. ''Saímos satisfeitos com aumento dos recursos destinados ao Paraná. Na primeira abordagem eram R$ 700 milhões e agora chegamos a R$ 1,2 bilhão para projetos de saneamento e habitação'', disse Requião.
O secretário de Estado do Planejamento, Ênio Verri, que acompanhou o governador a Brasília, disse que o Estado do já foi favorecido no início da repartição dos recursos por ter projetos definidos ''e alguns já encaminhados'' nos setores de habitação e saneamento.
O encontro da comitiva do Paraná em Brasília definiu ainda a aplicação de recursos para municípios do interior. Maringá vai receber R$ 20 milhões do governo federal para urbanização de uma favela e terá contrapartida de R$ 5 milhões, dividida entre governo do Estado e o município.
Já Beto Richa, de acordo com a prefeitura, conseguiu ontem a confirmação de que caberá à Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) a gestão dos investimentos do PAC em projetos habitacionais e de infra-estrutura urbana no município.
Durante reunião com os ministros Paulo Bernardo e Márcio Fortes, das Cidades, Beto acertou a liberação de R$ 107 milhões de recursos do PAC para projetos da Cohab - incluída a contrapartida de 20% da prefeitura. O prefeito também definiu com a Caixa Econômica Federal um financiamento de mais R$ 70 milhões para projetos habitacionais para famílias com renda até três salários mínimos.
Pelos cálculos da prefeitura, se somados, os recursos de R$ 177 milhões permitirão atender 8.076 famílias de baixa renda da capital, inclusive a transferência de 3.988 famílias que hoje vivem nas margens de rios.


