Curitiba - No Paraná, pelo menos 85 parentes de desembargadores, juízes e altos funcionários do Poder Judiciário devem ser exonerados nos próximos dias. Eles estavam amparados por 11 liminares concedidas por desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ).
Além dos funcionários comissionados, 33 dos 120 desembargadores também constam da lista de autores dos mandados de segurança para preservar o emprego dos familiares.
Na relação em que os sobrenomes se repetem continuamente, está, por exemplo, o desembargador José Wanderlei Resende e a mulher dele, Cirênia Freitas de Resende, o desembargador Paulo Edison de Macedo Pacheco e a mulher dele, Yara Nazarena de Macedo Pacheco, e o desembargador Antônio Martelozzo com a mulher, Inez Ferreira Martelozzo.
Um total de 30 comissionados antecipou-se à decisão e tinha pedido exoneração dos cargos. Entre eles, a filha do presidente do TJ, Tadeu Marinho Loyola Costa, que ocupava o cargo comissionado de secretária do pai. Mas Daisy Maria Costa Garrido permanece na instituição por ser servidora concursada.
Com a constitucionalidade da resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) assegurada ontem, a previsão é que mais nomes apareçam além dos protegidos pelas liminares e os que pediram exoneração. Calcula-se que, dos 654 comissionados, pelo menos 20% (130) estão incluídos nas proibições estabelecidas pela resolução.

mockup