Curitiba - A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) encaminhou ontem uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, libere o empréstimo de R$ 816,8 milhões do Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e Distrito Federal (Proinveste), sob pena de ser responsabilizado criminalmente. A informação foi confirmada pelo governador Beto Richa (PSDB), durante evento no Palácio Iguaçu.
Segundo o tucano, a ação estipula uma multa diária de R$ 500 mil ao chefe da pasta, caso a liminar concedida pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF, no último dia 10, não seja cumprida. A decisão do magistrado retirava as restrições impostas à administração estadual no que diz respeito aos investimentos em saúde.
Na última quarta-feira, mesmo após a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) autorizar a concessão da garantia da União, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional pediu que a Advocacia-Geral da União (AGU) também se manifestasse sobre o caso. Para que os recursos sejam depositados, é preciso ainda da assinatura de Mantega, da publicação da operação no Diário Oficial e da formalização do contrato junto ao Banco do Brasil.
"Por essas sucessivas negativas, a gente só pode acreditar que há uma perseguição política, num ano de eleição, para me causar desgaste. Mas não precisavam punir todos os paranaenses", criticou Beto. A FOLHA tentou contato com as assessorias de imprensa da STN e do Ministério da Fazenda, mas não recebeu retorno até o fechamento desta edição.

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