Paraná ainda tem processos de cassação pendentes
Apesar de o levantamento do MCCE apontar apenas sete cassações por compra de votos no Paraná, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) já registrou pelo menos mais quatro condenações pelo mesmo crime. Os processos, no entanto, continuam tramitando no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já que os acusados recorreram da decisão.
Um dos casos é o do ex-prefeito de Mandaguari, Ari Eduardo Stroher (PMDB), e de seu vice, Luiz Carlos de Paula. Após a eleição de 2004, a promotora de Justiça de Mandaguari, Maria Sonia Freire Garcia, propôs uma ação de investigação judicial contra os dois por terem distribuído camisetas e dinheiro a blocos que participavam de um carnaval fora de época realizado na cidade no período eleitoral. Condenados em primeira instância, eles recorreram ao TRE, que manteve a cassação do mandato. Um primeiro recurso ao TSE também foi negado e, agora, eles tentam uma última cartada com um recurso extraordinário ao tribunal superior.
Outro que tentou reverter a condenação por compra de votos foi Pedro Portes de Barros (PP), eleito prefeito de Rio Branco do Sul em 2004. Ele acabou perdendo o mandato logo após a votação. Em seu lugar assumiu Amauri Johnsson (PPS). Os outros dois casos em que os prefeitos eleitos foram retirados dos cargos aconteceram em Fênix e Santa Fé.
No período entre 2002 e 2007, tramitaram no TRE 140 recursos de processos em que políticos eram acusados de compra de votos. Os recursos tentavam reformar decisões de primeira instância que tanto haviam condenado como absolvido os acusados. Além disso, foram mais 13 representações pedindo investigações sobre denúncias e 19 recursos que tentavam impedir a diplomação de candidatos eleitos acusados de comprar votos. (R.L.)





