Paraná adere à greve da PF
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terça-feira, 22 de maio de 2007
Andréa Lombardo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Os policiais federais do Paraná aderiram à paralisação nacional de 72 horas, iniciada ontem, mantendo 30% do efetivo de quase 700 servidores. A mobilização já havia sido anunciada pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapf), caso o governo federal não apresentasse uma data, ainda neste ano, para repassar o restante do reajuste de quase 60%. Metade do índice foi dado em junho de 2006 e a outra parte deveria ter sido dada até janeiro deste ano, o que não aconteceu.
O presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Estado do Paraná (Sindipef/PR), Sílvio Jardim, assegurou que os serviços essenciais em portos, aeroportos e fronteiras, assim como custódia de presos e emissão de passaportes em situações de emergência, serão mantidos no Estado. ''Nosso objetivo é protestar. Não é prejudicar a população. Claro que uma paralisação traz algum prejuízo, mas tentamos reduzir isso ao máximo'', acrescentou.
A Polícia Federal (PF) tem oito unidades no Estado: Curitiba, Londrina, Maringá, Guarapuava, Paranaguá, Foz do Iguaçu, Guaíra e Cascavel. Em 28 de março, os policiais federais já haviam feito uma paralisação de advertência por 24 horas.
Os policiais reivindicam reajuste salarial de 30%. Trata-se da segunda parcela de um aumento prometido pelo ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, em 2006. Conforme o acordo, os policiais deveriam ter recebido a segunda parcela no começo deste ano, o que não ocorreu.


