Curitiba - A equipe técnica do governo do Estado estuda alternativas para minimizar o déficit previdenciário, próximo a R$ 90 milhões mensais. A tentativa fracassada de venda da Copel é a principal responsável pelo problema. A privatização era apontada pelo Palácio Iguaçu como a solução imediata para estancar o déficit. Agora, ativos do Estado, principalmente imóveis, estão sendo usados com esse fim. A capitalização, no entanto, será bem mais lenta do que o planejado com a privatização.
A Paraná Previdência –fundo de pensão e aposentadoria dos servidores públicos– tem hoje R$ 1,897 bilhão no fundo de previdência, conforme balanço publicado ontem, relativo ao exercício de 2001. O balanço revela que o total de ativos era de R$ 1,5 bilhão em dezembro de 2000 – um crescimento de 25,8%. Somente as aplicações em Certificados Financeiros do Tesouro renderam, em 2001, R$ 346,9 milhões.
O fundo, entretanto, precisa de outros R$ 3 bilhões, em média, para estar totalmente capitalizado. O dinheiro injetado na paraestatal veio em grande parte da antecipação dos royalties da Usina de Itaipu.
Pela lei que criou a Paraná Previdência (12.398), em 1998, foram repassados para a paraestatal R$ 16,9 milhões em imóveis do Instituto de Previdência do Estado (IPE). A extinção do IPE não foi bem recebida pelo funcionalismo.
A implantação da Paraná Previdência foi bombardeada. Servidores foram à Justiça em busca de isenção de contribuições para funcionários acima dos 70 anos. A paraestatal ainda faz levantamento dos mandados de segurança impetrados. A equipe jurídica quer medir o impacto que os mandados podem ter nas reservas e cálculos atuariais, além de identificar o montante de recursos que beneficiam Estado em função das liminares.

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