A adesão dos servidores federais de Londrina à paralisação nacional será bastante desigual. Ontem, foi confirmado apenas o fechamento da Receita Federal. A Justiça Federal deve funcionar normalmente e a Polícia Federal (PF) deve atender apenas casos de emergência.
Segundo o delegado Luiz Pontel, a PF vai funcionar com efetivo de 30% e vai atender apenas ocorrências policiais urgentes. A emissão de passaportes, que recebe cerca de 60 pedidos por dia, será o setor mais prejudicado. ''Já colocamos um aviso orientando as pessoas para deixar para encaminhar a documentação na quarta-feira, estaremos trabalhando mas não com a mesma celeridade'', informou ele.
Até o final da tarde de ontem, o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), com agências no centro e zona norte, ainda não havia definido posição. Segundo o Milsan Siqueira, da gerência do INSS em Londrina, há bastante divergência entre os funcionários e parte pode aderir ao movimento. Um comando de greve vindo da capital estará hoje pela manhã na cidade para discutir a paralisação. Os servidores do INSS podem aproveitar o momento para deflagrar greve por tempo indeterminado. O movimento que já parou agências no Rio de Janeiro entre outros estados pede reposição salarial e concurso público.
As associações de magistrados brasileiros anunciaram ontem que irão apoiar a paralisação prometida pelos servidores públicos federais. Representantes classistas disseram ainda que, se não existir um acordo sobre a reforma, não descartam a possibilidade de uma greve nacional de juízes - o que nunca ocorreu no Brasil. (Com Agência Folha)

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