'Paralisação está nas mãos da Câmara', diz Sindserv
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terça-feira, 05 de julho de 2011
Vinícius Zanin <br> Reportagem Local 
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv) de Londrina, Marcelo Urbaneja, jogou ontem nas mãos dos vereadores a possibilidade de paralisação nos serviços. Em assembleia realizada na noite de segunda-feira, a categoria aprovou o indicativo de greve por discordar de dois dos cinco projetos de autoria do Executivo municipal que preveem reajustes para o funcionalismo.
''Essa medida (indicativo de greve) foi tomada para garantir a isonomia dos servidores na participação das discussões. Existe uma suspensão no contrato de trabalho no estado de greve, assim a gente garante que o funcionário pode ir até a Câmara para se manifestar'', declarou Urbaneja. ''Se vai ter greve ou não, vai depender da postura deles (vereadores).''
Urbaneja argumenta que somente cerca de 10% dos servidores é que serão beneficiados caso os projetos do Executivo sejam aprovados. ''São 800 contra 8 mil. O prefeito assumiu o compromisso de saldar e fazer todos esses reajustes. Estamos numa posição de cobrar para que não se repita o que já vimos. O próximo prefeito assume e diz que não tem dinheiro para fazer os pagamentos'', afirma. Além disso o presidente alega que os índices sugeridos pelo sindicato são plausíveis aos custos da administração. ''Pedimos 10% pra todo mundo de forma linear. E em fevereiro mais 5%, além da inflação do período.''
O secretário Municipal de Gestão Pública, Cleberson Luciano Cândido, disse que a prefeitura tem se mantido aberta a negociações. ''A gente sempre teve uma comissão de negociação permanente. Estamos aguardando, se houver um pedido de audiência nós atenderemos'', afirma. Sobre o indicativo de greve, Cândido afirmou que a postura da admnistração será de aguardar por novas resoluções.
Urbaneja rebateu as alegações afirmando que a administração não tem ''respeitado'' a comissão permanente. ''Desses projetos, nenhum passou pela comissão. É um instrumento que o sindicato aprova e quer que funcione, mas não estão deixando funcionar.'' Urbaneja afirmou que foi enviado um ofício à Gestão Pública pedindo que sejam reabertas as negociações. Já o secretário afirma que a posição da prefeitura deve permanecer inalterada.


