Curitiba - Os sindicatos que representam os servidores públicos federais lutam contra o tempo para mobilizar a categoria e pressionar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que o projeto de reforma da previdência não seja enviado ao Congresso. A partir da segunda quinzena de junho, os sindicatos pretendem deflagrar uma greve nacional para que pontos da reforma como a contribuição dos inativos sejam retirados do projeto.
No Paraná, 13 sindicatos decidiram por uma paralisação de 48 horas, encerrada ontem. A adesão dos servidores, entretanto, não foi maciça. Apenas o Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Saúde, Trabalho, Previência e Assistência Social (Sindiprevs) conseguiu uma participação total dos servidores, com agências da previdência social sendo fechadas em Curitiba e algumas cidades do interior do Estado.
Na Universidade Federal do Paraná (UFPR) nem todos os cursos aderiram à paralisação. Para o presidente da Associação dos Professores da UFPR, Francisco Marques, a adesão de todos os professores é necessária para pressionar o governo. ''Com muitos professores efetivos pensando em se aposentar antes da reforma para garantir seus direitos, podemos ter que fechar alguns cursos'', afirmou Marques.

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