Paralisação atrapalha atendimento no HC
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segunda-feira, 21 de julho de 2003
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A greve dos servidores federais do Hospital de Clínicas de Curitiba (HC) começa a surtir os primeiros efeitos no atendimento do hospital. O centro cirurgico já precisou readequar o seu pessoal e diminuir o número de cirurgias de 45 para 26 por dia. Segundo a diretoria do hospital, outros setores importantes, como as internações e o ambulatório, continuam funcionando normalmente. O Sindicato do Ensino de Terceiro Grau Público Federal do Paraná (Sinditest), entidade que representa os servidores, afirmou que 30% deles estariam parados. Já a diretoria do HC, disse que apenas 31 dos 2,4 mil servidores estariam em greve ontem a tarde.
''Por enquanto não houve nenhuma área afetada com gravidade. As cirurgias que estão sendo canceladas não são de emergência e os outros setores continuam funcionando normalmente'', afirmou o diretor do Corpo Clínico do HC, Celso Fernando Ribeiro de Araújo. A lavandeira também tem muitos trabalhadores parados, mas o pessoal contratado e terceirizado está dando conta do trabalho e ainda não houve prejuízos para o hospital. Araújo acredita que a greve não vai durar muito mais tempo e não vai prejudicar seriamente o HC. Contudo, ele explica que, caso haja falta de funcionários, o hospital pretende ampliar a carga horária dos que estão trabalhando e pagar hora extra a eles, mantendo, assim, o atendimento normal.
Segundo o presidente do Sinditest, Antonio Neris de Souza, não só as cirurgias estariam sofrendo reduções, mas também o número de internações. ''O hospital já está tendo alguns transtornos com a paralaisação. O movimento está em crescimento e a previsão é que até sexxta-feira 70% dos funcionários já tenha aderido à greve. Só ficariam trabalhando os 30% que a lei determina'', ressaltou. De acordo com o sindicato, um média de 200 pessoas estão comparecendo às assembléias que discutem o encaminhamento da greve.


