O Banco do Brasil será investigado pelo Congresso paraguaio, que apura a lavagem de dinheiro no país vizinho. A informação é da Comissão Bicameral de Investigações, uma espécie de CPI que envolve o Senado e a Câmara dos Deputados do Paraguai.
Segundo o senador Romero Pereira, a suspeita é que o BB seja uma conexão para a lavagem de dinheiro brasileiro naquele país. O senador esteve em Brasília no começo do mês para se informar sobre as denúncias de lavagem de dinheiro proveniente das operações com títulos públicos junto à CPI dos Precatórios.
O banco tem duas agências funcionando no Paraguai, uma na capital Assunção e outra em Ciudad del Esteá - fronteira com Foz do Iguaçu (PR). O Departamento de Comunicação e Marketing do banco diz que não tem controle sobre o dinheiro que entra em suas contas no Paraguai para identificar sua origem.
No mês passado, o gerente do BB em Assunção recebeu a ‘‘Folha de S.Paulo’’ e negou qualquer irregularidade na instituição. ‘‘As portas estão abertas. Nós somos os mais fiscalizados, uma vez que temos controle do BB, do BC do Brasil, do BC paraguaio e de uma auditoria externa’’, disse Anísio Leite. A CPI paraguaia crê que US$ 6 bilhões sejam lavados no país todo ano. O número, que quase equivale ao PIB do país, é impreciso - ele equivale sozinho ao montante que paraguaios enviaram aos EUA no ano passado.
Outros bancos estão sob investigação pelos parlamentares. Entre os ligados ao Brasil, além do BB está o Banco del Paraná - controlado pelo Banestado.

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