Paradoxos marcam fim da campanha para o 1º turno
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sexta-feira, 19 de abril de 2002
Agência EFE 
ParisAlguns paradoxos surgem na campanha eleitoral que terminou à meia-noite de ontem para o primeiro turno das eleições presidenciais de amanhã na França: eleições concorridas apesar de um desinteresse geral do eleitorado e insurreição dos extremismos numa sociedade distante do radicalismo do passado.
O presidente e candidato à reeleição, Jacques Chirac, reuniu cerca de oito mil partidários na noite de quinta-feira em Lille (norte), em seu último comício prévio ao primeiro turno. Seu maior rival, o socialista Lionel Jospin e primeiro-ministro em fim de mandato, reuniu mais de 7.000 na véspera em Rennes (noroeste).
Segundo uma pesquisa publicada ontem, 54 por cento do eleitorado declaram-se pouco ou nada interessado nestas eleições. O desinteresse do eleitorado se reflete não só no fato de que 65 por cento não vêem verdadeiras diferenças entre os projetos presidenciais de Chirac e Jospin, depois de cinco anos de coabitação, mas também na perda de influência dos presidenciáveis na opinião dos eleitores, segundo a mesma enquete publicada pelo Libération.


