O presidente da Câmara de Vereadores de Londrina, Tercílio Turini (PSDB), um dos autores da lei que condiciona a venda da Sercomtel Celular ao plebiscito, acredita que o único meio de se vender a estatal é revogando a lei.
‘‘Existe uma lei em vigor que impede a venda. Para perder o controle acionário, somente com a deliberação da população através do plebiscito. Como realizamos o plebiscito no ano passado, eu entendo que não tem como convocar outro, porque a decisão é definitiva’’, afirmou o vereador.
Conforme a Lei de Alienação de Bens e Imóveis, para a revogação da lei do plebiscito, a Câmara precisaria aprovar um novo projeto, com dois terços dos votos. Turini já adiantou ser contra a revogação. ‘‘Eu sou autor da lei do plebiscito. Disse que ia respeitar a decisão da comunidade, que tomou o posicionamento de não vender.’’
No entendimento do vereador, os resultados da Sercomtel Celular registrados em 2001 comprovam a viabilidade da estatal. ‘‘Estou cada vez mais convencido de que a Celular é extremamente viável. A Global tem tido dificuldades e a nossa Sercomtel tem dado lucro. O que precisa é que tenha investimentos para que continue como empresa de tecnologia de ponta’’, opinou.

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