O presidente nacional do PMDB, deputado federal Michel Temer (SP), avalia que o crescimento da pré-candidatura da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), inviabiliza a manutenção da aliança governista para as eleições de 2002. ''Essa é uma realidade incontestável'', afirmou .

Segundo o peemedebista, a coligação só poderá ser mantida ''se o PSDB decidir apoiar Roseana, o que é improvável'', disse. ''O PMDB, mesmo, está em busca da candidatura própria.'' Temer disse que o assunto até já foi tema de conversa entre ele e o presidente do PFL, Jorge Bornhausen. ''Eu disse a ele que a tendência agora é cada partido lançar seu próprio candidato e deixar uma eventual aliança para o segundo turno.''

Temer afirma que a existência de vários candidatos poderia até favorecer a formação de uma aliança no segundo turno, eventualmente contra o líder petista Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, as campanhas podem ocorrer sem desgaste entre os partidos, desde que se estabeleça ''um pacto de natureza programática''.

''Se cada um defender o seu programa, não haverá agressões e embaraços numa eventual coligação. Acho que os candidatos conseguiriam fazer uma campanha civilizada'', afirmou Temer. O governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), disse que ainda acredita em um entendimento na base governista, mas afirmou que, ''quando uma candidatura como a de Roseana, cresce, em vez de facilitar as coisas, dificulta''.

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