Para Taniguchi, Requião está por trás da decisão
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quinta-feira, 12 de junho de 1997
Curitiba 
O prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi (PDT), reagiu indignado ontem à decisão da CAE de devolver os pedidos de empréstimos do Paraná para o Ministério da Fazenda. É lamentável uma coisa dessas. As portas para o diálogo no Paraná sempre estiveram abertas, declarou o prefeito, um dos cabeças da caravana de empresários, políticos e sindicalistas que foi a Brasília.
Imaginem vocês o que aconteceria se os interesses da Bahia fossem contrariados, comentou Taniguchi, numa referência ao mando político do presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), com quem teve uma audiência na noite de quarta-feira. Essa decisão não passa de uma questão pessoal do falso senador do Paraná, Roberto Requião, que trabalha contra o Estado, avaliou.
O prefeito de Curitiba não aceita as críticas dos senadores da CAE que acusam a caravana de ter ido constrangê-los. A comitiva era suprapartidária e a nossa orientação foi que o tom utilizado fosse o do convencimento, afirma Taniguchi, que antes de formar as comissões com os empresários, políticos e sindicalistas, no avião anteontem, alertou os manifestantes do corporativismo dos senadores. Não vamos entrar de sola, era a orientação.
O coordenador do movimento diz que são incabíveis as colocações do senador Requião, de que a comitiva deveria ter agendado um encontro oficial. Conversei com os nossos parlamentares e eles disseram que era o melhor momento, e nós fomos. O que não esperávamos era o destempero verbal do senador, observou Taniguchi, referindo-se aos ataques de Requião contra os empresários que compuseram a caravana.
O prefeito poupou o senador Osmar Dias (PSDB), na tentativa de uma reaproximação política. Na última quarta-feira, Taniguchi foi recebido por Osmar, depois de desmobilizada a caravana que foi a Brasília. Ele (Osmar) estava mais calmo e mais tranquilo. É pelo menos uma possibilidade de conversa, avaliou. (L.D.)


