Para Sindserv, medida não interfere em reivindicação
Na avaliação do Sindicato dos Servidores Municipais de Londrina (Sindserv), a orientação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) - excluindo os recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) da receita corrente -, não muda a reivindicação de reposição salarial de 30,35%, referente às perdas acumuladas nos últimos seis anos.
''Essa é a mesma discussão do ano passado. Em 2006, a prefeitura fechou a folha de pagamentos com 46%, incluindo a verba do SUS, e não tivemos um centavo de reajuste. O direito do trabalhador tem que ser respeitado. A própria LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) autoriza esse avanço quando é reposição salarial'', argumentou o presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja.
''Nos anos anteriores essa questão não influenciou no nosso problema. Se o prefeito quiser sentar e fazer uma política salarial ele pode. Em 2005, por exemplo, não tinhamos essa questão. Temos que separar as coisas'', complementou.
A data-base da categoria vence este mês. O sindicato já protocolou a pauta de reivindicações no final de dezembro. Há cerca de 15, o pedido de reunião com o prefeito Nedson Micheleti (PT) foi reiterado, mas nenhuma resposta foi encaminhada. ''Se o prefeito quiser nomear um secretário para conversar com a gente tudo bem. Nós queremos negociação.''
Ontem, diretores do Sindserv apelaram mais uma vez para a intermediação da Câmara de Vereadores. ''No nosso entendimento, a Câmara tem o papel constitucional de fiscalizar e cobrar do Executivo uma postura em relação a essa questão, no sentido de que se estabeleça um mecanismo de negociação eficaz'', cobrou Urbaneja. ''A resposta do presidente da Câmara (Sidney de Souza - PTB) é que ele passaria a pauta de reivindicações para a Comissão de Trabalho e para todos os vereadores e depois marcaria uma reunião com comissão'', disse. (C.O.)





