O ex-governador José Serra não aceita falar em uma possível candidatura à Prefeitura de São Paulo, mas disse ontem que a senadora e ex-prefeita Marta Suplicy, que desistiu de participar das prévias do PT na semana passada, teria mais chance de vitória que o ministro Fernando Haddad, preferido do ex-presidente Lula e de sua sucessora Dilma Rousseff.

"Eu achava a Marta uma candidata fortíssima do PT. Era a mais forte. Eles não optaram pela candidata mais forte", afirmou o tucano, que participou de um seminário do PSDB no Rio.

Reservadamente, no entanto, alguns tucanos avaliam que Haddad é um nome forte porque não sofreu o desgaste imposto a Marta nas eleições de 2004 e 2008, quando ela foi derrotada. "Haddad é a Marta de 2000", resumiu um pré-candidato do PSDB, referindo-se à eleição em que a senadora conquistou a Prefeitura.

Questionado se tem um prazo para informar ao partido se disputará ou não a sucessão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), Serra reagiu: "Não vou ficar o tempo inteiro falando disso."

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também presente ao seminário, foi só elogios ao companheiro de partido. "Serra é um dos melhores quadros do PSDB, uma liderança nacional. Ao que ele for (candidato), terá nosso apoio", disse o líder tucano, que terá peso importante no processo de escolha do candidato do partido.

Da mesma forma como fez suspense sobre sua candidatura à Presidência da República em 2010 e agora não fala de planos eleitorais para 2012, Serra manteve até o último momento dúvidas sobre sua presença no encontro do PSDB. O ex-governador chegou com uma hora e meia de atraso e pegou de surpresa muitos companheiros de partido. Serra estava em Londres e só na noite de domingo telefonou para a organizadora do seminário, Elena Landau, e avisou que chegaria a tempo para o seminário.

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