Para Scanavaca,
‘‘há mais otimismo
e esperança’’
Leia os principais trechos da entrevista concedida à Folha pelo prefeito de Umuarama, Fernando Scanavaca:
FOLHA - Como o sr. vê seus três primeiros meses de governo?
SCANAVACA - Têm superado todos as expectativas, uma vez que continuamos contando com o apoio popular e trabalhando com superávit, apesar da dívida que somamos a longo prazo, mas que com certeza vamos administrar e liquidar até o final do governo, sem prejudicar os projetos da administração.
FOLHA - O que o sr. considera mais positivo até agora?
SCANAVACA - A forma como a cidade está sendo vista lá fora e a atração de novos investimentos principalmente no setor imobiliário. Há mais otimismo e esperança.
FOLHA - E quanto às suas prioridades de campanha, relacionadas à saúde, educação e agricultura. O que já foi feito?
SCANAVACA - A descentralização na saúde tem contribuído para a redução das filas no Posto Central. De outro lado, os dependentes de medicamentos contínuos foram cadastrados e não precisam fazer novas consultas para voltarem às farmácias dos postos. Com o cadastro, eles se tornam conhecidos e passaram a poupar tempo e sofrimento. Nós economizamos com a redução nas consultas. Hoje sobram médicos para outros casos. Na educação, tivemos que renovaa a frota de carros, buscamos avançar na capacitação de professores. O interessante é que houve um acréscimo significativo no número de alunos matriculados e isso tem nos forçado a ampliar o número de salas de aula. Na agricultura, lançamos o Pater (Programa de Arrendamento de Terras).
FOLHA - Como funciona esse programa?
SCANAVACA - Não é uma criação nossa, mas procuramos adaptar às condições da região. Daqui a alguns anos, com certeza, nosso campo será outro. Continuaremos com a criação de boi e seremos destaque. Ao mesmo tempo, vamos escoar uma grande produção de grãos. A prefeitura trabalha como intermediária na transação, organizando os contratos de arrendamento e oferecendo assistências jurídica e técnica. O produtor interessado, com algum capital, entra na propriedade, adquire uma área limitada e produz. Depois de um determinado tempo, o real proprietário tem a terra de volta, com a pastagem renovada.

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