Para Roseana, PFL não abre mão de ser cabeça de chapa
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2002
Ana Paula Scinocca 
São Paulo - A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), pré-candidata à Presidência da República, disse ontem, em São Paulo, considerar impraticável seu partido abrir mão de encabeçar a chapa presidencial, em uma possível aliança com o PSDB, se os índices atuais de pesquisa se mantiverem. Não sei nem se vou sair candidata a presidente. Agora, se sair, e tiver 21% e o outro (o ministro da Saúde José Serra) 7%, acho impraticável (o PFL ser vice), afirmou.
Apesar da afirmação, a governadora disse ainda considerar possível uma aliança com os tucanos. Nada é impossível em política. Depende muito da conjuntura futura, nós vamos aguardar, afirmou. A governadora disse também que vê com naturalidade o lançamento da candidatura de Serra. O ministro Serra tem total direito de se candidatar. Qualquer cidadão brasileiro tem; eu estou esperando boa sorte para o ministro Serra. Roseana afirmou ainda que não acredita que o quadro pré-eleitoral vai mudar em função do lançamento da candidatura de Serra.
A governadora também negou que tenha criticado seus adversários no programa do PFL, que foi ao ar anteontem. Eu apenas expus meu ponto de vista, afirmou. No programa, Roseana fez referência indireta a Serra e ao provável candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. Um presidente não pode ser presidente da República de São Paulo, da República da CUT e da República do MST. Tem de ser presidente da República do Brasil, disse, na TV.


