Para Rigotto, reforma tributária foi preterida
Agência Estado
De Brasília
O presidente da comissão especial da Câmara que analisa a reforma tributária, Germano Rigotto (PMDB-RS, foto), fez um alerta ontem, para o risco de a reforma ser novamente deixada de lado para que sejam priorizadas as Propostas de Emenda Constitucional (PECs) da contribuição previdenciária dos inativos e do subteto para os salários dos servidores públicos.
O adiamento da reforma tributária seria um crime para o País, protestou o deputado, dizendo-se preocupado com o desvio das atenções para as duas PECs. Temo que a reforma tributária, que é tão ou mais importante que essas duas, seja jogada para escanteio, como já aconteceu, advertiu. O atual sistema tributário faliu; se alguém acha ainda que ele pode ser remendado, está enganado, argumentou. Ele criticou o fato de a reforma não ter sido discutida entre FHC e os governadores na reunião de sexta-feira.
O deputado acredita que a apresentação do parecer oficial do deputado Mussa Demes (PFL-PI) na comissão, marcada para amanhã, poderá levantar a discussão da reforma. Rigotto previu que a votação seja concluída até novembro.
O ministro da Agricultura, Marcus Vinicius Pratini de Moraes, também considera um prejuízo relevante para o País a postergação da reforma tributária. Segundo ele, os custos tributários sobre a produção impediram exportações na ordem de US$ 6 bilhões.





