Brasília - Derrotado na convenção do PMDB, o senador Roberto Requião questionou ontem, da tribuna do Senado, o comportamento do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, segundo ele, teria agido politicamente ao cassar a liminar suspendendo a convenção do partido. ‘‘Ele foi partidário’’, afirmou o senador, que se baseou em informações da imprensa segundo as quais Nelson Jobim teria ainda instruído o PMDB na elaboração do recurso à decisão do ministro Sálvio. ‘‘É um problema sério e isso ameaça a democracia’’, disse o senador. Na convenção, Requião obteve 218 votos favoráveis à sua candidatura à Presidência da República, mas, foi derrotado pelo grupo favorável à coligação com o PSDB que teve 464 votos.
‘‘Não acredito que o ministro Jobim tenha feito isso’’, afirmou o senador Pedro Simon (PMDB-RS). ‘‘Um ministro da estirpe de Nelson Jobim está acima de questões partidárias e eleitorais. Ele foi acionado na madrugada como presidente da Corte e atenderia a qualquer partido’’, defendeu o senador Iris Rezende (PMDB-GO).
Rezende comandou o PMDB goiano que só decidiu votar a favor da coligação depois de um acordo eleitoral com o senador José Serra, que prometeu se manter neutro nas eleições majoritárias em Goiás. ‘‘É uma grita normal de quem perdeu feio numa convenção’’, disse o líder do governo no Senado, Artur da Távola (PSDB-RJ).

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