- No dia 6 de novembro de 2001, o jornal Folha de S.Paulo divulga uma reportagem acusando o comitê da campanha do prefeito Cassio Taniguchi (PFL) de ter omitido R$ 29,8 milhões na prestação de contas ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE). O comitê declarou ter utilizado apenas R$ 3,112 milhões na campanha.

- Na reportagem, cópias do suposto livro-caixa utilizado na campanha apontam para o subfaturamento de contratos realizados com produtoras de vídeo, rádio e agências de propaganda. Segundo a lista, vários deputados e vereadores teriam recebido dinheiro do comitê do PFL, especialmente no segundo turno da eleição. A reportagem apresenta recibos de empresas que teriam sido utilizados para ''lavar'' o dinheiro recebido através de doações anônimas.

- A bancada de oposição da Câmara dos Vereadores de Curitiba tenta apresentar um pedido de instalação de CPI para investigar as denúncias. Os vereadores governistas utilizam todo o tempo da sessão para discutir os nove projetos de lei em pauta, e a mesa da Câmara nega o pedido de prorrogação da sessão solicitado pelo líder da oposição Paulo Salamuni (PMDB).

- A Prefeitura de Curitiba divulga nota repudiando as acusações da Folha de S.Paulo. Segundo a nota, assinado pelo prefeito Cassio Taniguchi, as contas foram aprovadas pelo TRE ''sem ressalvas'', e os documentos apresentados na reportagem seriam montagens.

- O TRE anuncia que nenhuma das prestações de contas apresentadas ao final da campanha foram aprovadas por não terem recebido um parecer do Ministério Público. As prestações de contas estariam com o juiz Espedito Reis do Amaral, que estaria prestes a emitir uma sentença sobre os documentos apresentados.

- Espedito Reis do Amaral divulga sentença afirmando que as contas dos candidatos a prefeito do PFL, PMDB e PT foram aprovadas. O juiz afirma não ter levado em conta as denúncias contra o comitê do PFL, e envia a prestação de contas para a análise do Ministério Público.

- O Ministério Público Estadual inicia a apuração das denúncias ouvindo o tesoureiro da campanha de Cassio, Francisco Paladino Júnior. O tesoureiro admite ser sua a caligrafia nos documentos publicados pela Folha de São Paulo.

- O Ministério Público Federal inicia a investigação do caso solicitando ao TRE que repasse a documentação da prestação de contas oficial da campanha de Taniguchi. Ofícios são expedidos à Folha de S.Paulo e à Junta Comercial, solicitando mais informações sobre os documentos utilizados na reportagem e as empresas citadas no livro-caixa.

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