Agência Estado
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Perdendo terrenoAécio Neves (dir.) e Vilela: parlamentares tucanos tentam manter as rédeas da articulação políticaBRASÍLIA - O PSDB tentou ontem remediar a perda de espaço no governo sugerindo ao presidente Fernando Henrique Cardoso um conselho político ampliado com mais dois tucanos na articulação política. Mas os aliados do PMDB e PFL apostam que a proposta do PSDB está condenada ao fracasso.
‘‘Essa idéia de conselho já nasceu morta’’, reagiram um ministro de Estado e um líder aliado. Os dois estão certos de que a criação de um conselho não interessa ao presidente da República, que faz questão de escolher seus interlocutores no Congresso e de continuar operando ‘‘informalmente’’ com parlamentares influentes da base governista. Avaliam, ainda, que os líderes de bancada que têm assento garantido no comando político não vão aceitar dividir poder com mais dois tucanos. O PSDB perdeu a liderança do governo na Câmara para o PFL e o ministério dos Assuntos Políticos para o PMDB.
O presidente também deixou claro que não vai desalojar o ministro Luiz Carlos Santos para atender os tucanos. ‘‘Nem valia a pena brigar porque o ministério é fraco e está prestes a desaparecer’’, disse um dirigente tucano. Segundo um ministro de Estado, Santos sairá de cena com seu ministério na reforma prevista para o fim do ano. ‘‘Ano novo, equipe nova’’, resumiu o colaborador do presidente, ao se referir à reforma ministerial em que todos os ministros-candidatos em 1998 deixarão seus postos no Executivo.
O presidente do PSDB, senador Teotônio Vilela (AL), explicou sua proposta de ampliar o conselho político em café da manhã com Fernando Henrique. ‘‘O senador Arruda (líder do governo no Congresso, José Roberto Arruda) terá posição privilegiada neste colegiado que também dará lugar de destaque ao deputado José Aníbal (PSDB-SP)’’, disse Vilela. Além dele, estiveram presentes no Palácio da Alvorada os líderes do partido na Câmara, Aécio Neves (MG), no Senado, Sérgio Machado (CE) e o líder do governo no Congresso.
Aécio saiu do encontro dizendo que a montagem dessa estrutura só será concluída na próxima semana, em nova reunião com o presidente. Neste encontro estará presente o deputado Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), a quem Fernando Henrique quer entregar o cargo de líder do governo na Câmara e a coordenação das ações políticas dos aliados. É nessa oportunidade que, apostam os amigos de Luís Eduardo, a idéia dos tucanos será publicamente sepultada.

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