Para Rabelo, reformas são processo de transição
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quinta-feira, 22 de maio de 2003
Maria Duarte<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - As reformas tributária e da previdência, propostas do Palácio do Planalto e que aguardam aprovação no Congresso, são um processo de ''transição'' dentro do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A avaliação é do presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo. Ele esteve em Curitiba nesta quarta-feira. Na Assembléia Legislativa, conversou com parlamentares do Paraná sobre os governos Lula e Roberto Requião (PMDB), que apóia o presidente.
O PCdoB faz parte do governo Lula, e defende uma política de desenvolvimento econômico, geração de empregos e melhor distribuição de renda como forma de o País se libertar do modelo anterior, conduzido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
O ''pano de fundo'', que está por trás das ações do governo federal, analisa Rabelo, é a política de desenvolvimento. ''Essa é a agenda central. As reformas fazem parte desse caminho'', comentou.
Para Rabelo, a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em patamares considerados altos em relação a outros países, tem que ser temporária. Esta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa Selic em 26,5% ao ano, mas havia espaço para redução, acredita Rabelo. ''A taxa de juros e a taxa de câmbio têm que estar a serviço do desenvolvimento'', disse. O governo federal tem mantido a Selic alta pra controlar a inflação com rédeas curtas. Mas o controle da inflação tem o outro lado, que é o freio no crescimento econômico.


