Para Quiélse, 'querem ver chifre em cabeça de cavalo'
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segunda-feira, 04 de setembro de 2000
De Curitiba 
O presidente do Tribunal de Contas (TC), Quiélse Crisóstomo da Silva, considera normal o grande número de parentes de conselheiros entre os funcionários do órgão e garantiu que todos eles foram aprovados em concurso. Estão procurando chifre em cabeça de cavalo, comparou.
Para embasar a afirmação, Quiélse recorre às constituições federal e estadual, que não proíbem a participação em concursos de pessoas que já possuem parentes trabalhando no mesmo órgão no qual são candidatos. Se até o governador Jaime Lerner (que é engenheiro) pode participar de um concurso público no exercício do cargo, por que parentes de conselheiros não poderiam trabalhar no TC?, pergunta.
Segundo o presidente do TC, entre os 540 funcionários é natural que estejam parentes de conselheiros ou de outros servidores. Nesse raciocínio, não há problema algum no fato de ter entre os funcionários cinco parentes seus. Ele também acha normal ter promovido, no mesmo dia (em portarias publicadas no Diário Oficial de 23 de julho último), seu filho, o deputado Cleiton Kielse Crisóstomo, e sua sobrinha, Christiane Pienaro Crisóstomo. Procurado pela Folha em seu gabinete na Assembléia, o deputado não retornou as ligações.
O conselheiro Artagão de Mattos Leão afirmou, por meio da assessoria de imprensa do TC, que seus dois filhos Artagão de Mattos Leão Júnior, consultor técnico; e Tatiana Becher de Mattos Leão Sória, consultora jurídica chegaram a esses cargos por meio de concurso. Leão Júnior atualmente está licenciado. (V.D.)


