Para Quércia, o governo terá grande surpresa
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terça-feira, 28 de janeiro de 1997
Agência Estado 
SÃO PAULO - A votação hoje da emenda da reeleição surpreendeu os quercistas. O ex-governador Orestes Quércia está mais cauteloso e alguns aliados já falam em estratégia para o segundo turno. Eles estavam organizando uma pressão sobre os deputados do PMDB para depois do dia 15 de fevereiro, quando os peemedebistas estariam autorizados a votar o tema. Com a antecipação, o trabalho ficou pelo meio.
O próprio Quércia admitiu que o governo pode conseguir 50 votos do PMDB a favor da reeleição. Ainda assim, ressaltou que acredita na derrota do governo. Mesmo que consigam esses 50 votos, não vão conseguir aprovar a emenda, afirmou o ex-governador, em Campinas, onde participou de um ato contra a reeleição, na Prefeitura de Campinas. O governo terá uma grande surpresa. Isso, segundo ele, se a votação não for nominal. Se for nominal ficará mais fácil para o governo, reconheceu Quércia, que preferia o voto secreto.
A cautela de Quércia é tanta que ele não pretende ir à Brasília. Mais do que a reeleição, Quércia está preocupado em não rachar de vez o PMDB de São Paulo para viabilizar sua candidatura ao governo do Estado em 98.


