Para procuradores, não há falta de isonomia
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quinta-feira, 09 de março de 2017
Loriane Comeli<br>Reportagem Local 
A Associação dos Procuradores Municipais de Londrina (Aprolon) acredita que o fato de os advogados não baterem cartão ponto não fere o princípio da isonomia entre os servidores todos os demais funcionários da prefeitura, incluindo médicos e socorristas do site, batem cartão.
Em nota encaminhada ontem à FOLHA, a associação afirma que "a não submissão dos advogados públicos ao controle fixo da jornada de trabalho não os torna imunes à fiscalização do bom desempenho quantitativo e qualitativo de suas funções, sujeitando-os ao controle disciplinar pela OAB e funcional pelo ente público a que se encontrem vinculados, pelos atos que praticarem ou deixarem de praticar".
Entretanto, a Controladoria Geral do Município, que não defende a jornada fixa, entende que mesmo assim os procuradores devem registrar o ponto. O órgão de controle considera que há peculiaridades no trabalho dos procuradores como audiências no período matutino que não se enquadram no horário de expediente do município, mas, mesmo assim, eles devem efetuar o registro do ponto eletronicamente.
Atualmente, a categoria registra o controle de frequência "mediante preenchimento e assinatura de formulário específico e padronizado, remetido mensalmente pela Secretaria de Recursos Humanos, submetido à chefia imediata", conforme a nota. "Percebe-se que pelo procedimento adotado, não há qualquer violação ao princípio da isonomia entre os servidores, visto que situações diversas merecem tratamento específico." Em nota publicada na edição de ontem, o Sindicato dos Servidores Públicos (Sindserv) corroborou o entendimento da Controladoria e defendeu que procuradores também registrem o ponto eletronicamente.
HORA EXTRA
A associação, na nota divulgada ontem, nada menciona sobre as polêmicas declarações do procurador-chefe, João Luiz Esteves, de que procuradores fazem jornada excessiva, sem receber hora extra. Tal afirmação levou o Observatório de Gestão Pública (OGPL) a solicitar ao prefeito Marcelo Belinati (PP) a realização de auditora no controle de ponto da Procuradoria. O prefeito ainda não informou se irá determinar a instauração de auditoria.
Sobre a jornada da categoria, a nota, assinada pelo presidente da Aprolon, Marcelo Moreira Candeloro, afirma somente que "há dias em que a jornada diária dos procuradores é extrapolada para o cumprimento de todas as atividades pelas quais são demandados", mas, não há qualquer referência a trabalho não remunerado. A associação cita ainda entendimento da Comissão de Advocacia Pública do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil: "O controle de ponto é incompatível com as atividades do Advogado Público, cuja atividade intelectual exige flexibilidade de horário".


