Para procurador, Moraes não provou perseguição do PMDB
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Rosiane Correia de Freitas<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O procurador regional eleitoral, Néviton Guedes, divulgou ontem parecer no qual se manifesta contrário ao pedido do deputado estadual Mauro Moraes (PSDB) de desfiliação por justa causa. Moraes, que era do PMDB, alega que foi perseguido por seus colegas de partido, o que justificaria sua saída da legenda sem a perda do mandato.
Para Guedes, o deputado não conseguiu provar que sofreu grave perseguição. O procurador também entendeu que Moraes se comportava à revelia das determinações do partido, ao se manifestar contrário aos interesses do Governo do Estado e que não houve prova de que o PMDB incorreu em desvio do programa partidário. O parlamentar se filiou recentemente ao PSDB.
Para Moraes, o parecer do procurador não deve influenciar o voto do relator do caso, o juiz Roberto Massaro nem dos demais integrantes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Estou confiante de que a Corte vai decidir em meu favor, declarou.
Já o presidente estadual do PMDB, deputado estadual Waldyr Pugliesi, comemorou a manifestação de Guedes. O deputado traiu nossa confiança, desrespeitava decisões do partido, disse. Segundo Pugliesi, o PMDB já ajuizou ação no TRE cobrando o mandato de Moraes. Os partidos não são meros instrumentos da vontade particular. Depois de eleito o parlamentar não pode dar uma banana para o eleitor, que votou nas propostas do partido, defendeu.
Caso o TRE se manifeste pela perda do mandato de Mauro Moraes, a vaga deverá ficar com o atual presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), Rafael Greca (PMDB).


