Curitiba - Os preços apresentados no leilão para as novas concessões levantou dúvidas quanto às tarifas praticadas pelas empresas que exploram as rodovias federais no Paraná. O preço do pedágio nas praças implantadas desde então vem sendo alvo de ações judiciais propostas pelo governo do Estado e pelo MPF/PR. O procurador do MPF/PR, Elton Venturi, lembrou que as ações questionando valores enfrentaram impasse quanto à competência, uma vez que no entendimento da Justiça Federal cabe à Justiça Estadual analisar o preço. Ele explicou que as ações foram embasadas na interpretação dos próprios contratos, pois juridicamente nem sempre é possível estabelecer comparações com outros modelos.
Venturi destacou ainda que não dá para adotar uma visão simplista ao se comparar os preços praticados hoje com os propostos no leilão das novas concessões, pois a ''forma de pedagiar'' é diferente. ''O que ficou escancarado, com o leilão, é que o modelo de contrato (adotado anteriormente) foi lesivo ao interesse do usuário e altamente interessante para as concessionárias'', ponderou. O secretário de Estado dos Transportes, Rogério Tizzot, em declaração recente, defendeu que qualquer negociação para redução das tarifas de pedágio no Paraná deve passar pela revisão dos lucros das concessionárias. Esse tem sido o foco das ações judiciais propostas pelo governo.

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