Para prefeito, invasão tem motivação política
A invasão de terrenos públicos na Zona Leste registrada no dia da posse da nova administração municipal tem ''cunho político'' e é um ''movimento orquestrado''. Esta é a opinião do prefeito Barbosa Neto, que garantiu. porém, que a pressão não surtirá efeito. ''Vamos buscar fazer a reacomodação dessas pessoas. Mas não numa área de preservação ambiental, um local que está destinado à construção de um posto de sa© úde. Só me preocupo com as pessoas que, de boa fé, vão para esses espaços e estão sendo utilizadas como massa de manobra por falsos líderes'', declarou.
Ele também comentou sobre outros assuntos polêmicos que já marcam o início da administração. Um exemplo é a tarifa de transporte coletivo. A decisão, segundo ele, será tomada de forma técnica. Em relação às câmeras de segurança, Barbosa disse que terá uma reunião com o presidente da Sercomtel para a apresentação de um cronograma e um estudo técnico sobre a viabilidade da instalação dos equipamentos.
Um relatório sobre a questão da merenda escolar feito pela Secretaria de Gestão Pública servirá para basear a definição do modelo que poderá ser adotado.
Uma das novelas da administração pública local é a instalação do ILS no Aeroporto de Londrina. A saída apontada por Barbosa é o diálogo com os proprietários do terreno necessário para ampliação da pista e viabilização do equipamento. Esta medida, segundo ele, poderá ser suficiente para evitar conflitos e resolver o problema.
Outra iniciativa anunciada na coletiva foi a instensificação dos serviços de limpeza e manutenção das ruas e praças, inclusive com a volta dos garis e das margaridas. ''De momentos estamos acionando toda a estrutura da CMTU, Secretaria de Obras e terceirizadas para fazer a reurbanização e embelezamentos das praças.''
Barbosa comentou ainda que existem mais de 80 mil execuções fiscais do município no Fórum local. A meta é elaborar um refinanciamento dessas dívidas para que a Prefeitura possa ''de forma amigável'', desde que a Lei de Responsabilidade Fiscal permita, receber parte dessa dívida, que é de R$ 360 milhões. Ele descartou, no entanto, a possibilidade de renúncia desses valores. (F.R.F.)





