Para prefeito, críticas decorrem de desinformação
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 16 de novembro de 2018
Vitor Struck/Reportagem Local 
O prefeito de Cambé, José do Carmo Garcia (PTB), lembra que quando assumiu o Executivo, em janeiro do ano passado, a folha de pagamento era responsável por 59,2% do orçamento e houve redução de 3,2% neste índice. Entretanto, ainda falta reduzir mais 1% até o final de dezembro. "É a nossa busca constantemente no sentido de aumentar a nossa receita, segurando os gastos com pessoal", avalia.
Questionado sobre as críticas contra os servidores em cargos comissionados, Zé do Carmo justificou que algumas contratações decorrem da legislação federal e se falar em demissões, por enquanto, pode não resolver a questão fiscal, uma vez que o município conta com cerca de 120 comissionados em um contingente de 110 mil habitantes. Entretanto, ele não desconsidera esta possibilidade no ano que vem se a receita não crescer com o repasse de impostos e a atração de empresas.
"Eu vejo isso com muita cautela porque vamos supor que eu elimino 20% dos comissionados e ainda assim não é suficiente para reduzir o índice, eu vou ter que demitir os que foram recentemente contratados, quem são? Os professores. E eu tenho uma cobrança constante do Ministério Público, que busca a colocação de crianças de zero a três anos em escolas", afirma.
E diz, também, que não teve outra escolha na questão dos motoristas de ambulâncias. "O motorista não tem dia, não tem hora. São coisas que se você não cria uma estrutura do salário e algum apoio para ele desempenhar a função vai virar um caos no município, pessoas podem morrer. Como eu destaco um funcionário se ele não tem um plantão?", questiona. (V.S.)


